Finalidades do Programa
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O adequado gerenciamento da informação é condição fundamental para que as redes possam engendrar e potencializar laços de realimentação entre as células, corrigir fluxos de valor, projetar crescimentos e equilíbrios, etc. O sistema de informação e comunicação pode recorrer desde às mediações mais simples - como reuniões presenciais, registros manuscritos e utilização de correios tradicionais - até as medições mais ágeis como sistemas informatizados, valendo-se da Internet ou de outras redes de comunicação de dados.

Visando facilitar os processos de implantação e consolidação de Redes de Colaboração Solidária está sendo desenvolvido desde 2000 o software Rede Solidária (Redesol) - que se encontra em fase de testes  - o qual está sendo   distribuído sob o regime "copysol", uma forma de copyright solidário na distribuição de software livre. Uma das características deste software é a de que foi concebido para operar inclusive em computadores já obsoletos que podem ser comprados a baixo preço, tornando-se acessível a utilização dessa tecnologia a pequenos grupos de produtores e consumidores.

sistema de gerenciamento de informações possibilitado pelo Rede Solidária, entre outros aspectos, disponibiliza os seguintes dados e possibilita as seguintes ações:

a) Diagnóstico Real da Situação da Rede: arrolar demandas por insumos e produtos finais, visualizar cadenciamento das células, instrumentar a avaliação dos produtos pelos consumidores, gerar listas de toda a produção final, detectar tendências de superprodução ou saturação, exibir o valor de reposição e o valor excedente produzido por qualquer célula (isto é, por qualquer empreendimento nas áreas de produção, comécio, serviço).

b) Instrumentar a Proposição de Alterações da Rede: fissão de células, geração por cadenciamento, etc.

c) Adicionar células projetadas, disponibilizando a todos os seus dados, por exemplo: local em que será efetuada, quem a propõe, qual o investimento inicial, o investimento fixo, o capital de giro, a despesa fixa, quantos trabalhadores serão incorporados, quanto será gasto com mão de obra, quantas horas de trabalho serão realizadas, tipo de trabalho a ser executado, o tipo e quantidade do produto final a ser produzido, o potencial produtivo da unidade (quanto poderia produzir com capacidade total e em casos excepcionais com demanda extra), custo por unidade produzida ou serviço prestado, preço final por unidade ou serviço prestado, valor de reposição, valor excedente, demandas que atende, insumos que necessita (o que e quanto consome da rede solidária, o que e quanto consome do mercado capitalista), etc.

d) Simular o possível desempenho futuro da rede, considerando o impacto que nela seria provocado pela incorporação de células projetadas, se a região indicada no projeto comporta o cadenciamento de novas células, se é preferível que a célula projetada se efetive em outra região, etc.

e) Simular o desempenho futuro real da rede considerando o que ocorrerá quando as células aprovadas, mas ainda em fase de realização, forem efetivamente incorporadas.

f) Viabilizar o fluxo de informações entre todas as células, de modo tal que em qualquer unidade da rede seja possível obter dados sobre cada célula: sua produção, consumo de insumos, avaliação pública de seus bens e serviços, aspectos pessoais dos membros que estão envolvidos como produtores e consumidores.

g) Fornecer o detalhamento de cada célula e do processo produtivo nela realizado, para facilitar sua reprodução por qualquer outro grupo em qualquer outra região.

h) Possibilitar que os mesmos procedimentos assinalados acima possam ocorrer por regiões. Assim, torna-se possível saber, para cada região: que insumos ali consumidos são produzidos por células incorporadas, ou quais deles serão futuramente atendidos por células já aprovadas, bem como, que insumos das células aprovadas serão futuramente demanda efetiva quando estas células forem incorporadas e que parte destes será atendida pelo mercado capitalista. Sobre os produtos finais, destinados às células de consumo, pode-se saber o que é atendido pela rede solidária e que o é pelo mercado capitalista, quanto desta demanda será atendida por células aprovadas ainda não incorporadas, quanto aumentará - com a incorporação das novas células de consumo - a demanda de produção das células produtivas; quais são os produtos fabricados na região, sua quantidade e a demanda que atende na região; quais as demandas na região, sua quantidade e o que é atendido pela rede solidária ali instalada; qual o grau de saturação local de produtos e qual a sua demanda em outras regiões, permitindo-se analisar se o que está saturado naquele local deve continuar a ser produzido ali mesmo e distribuído para outras regiões ou deve ser produzido em outras regiões, ampliando a extensividade e intensividade da rede sem provocar desequilíbrio local. Igualmente permite saber, para cada região, peculiaridades similares referentes às células de serviço.

i) Visualizar as interconexões de cadeias produtivas da rede, destacando também as células que possuem maior número de conexões.

j) Propor, sob certos parâmetros, a fissão de células hiperconectadas.

k) Mapear as células das Redes Política e Cultural de Colaboração Solidária, os serviços de Organizações Não Governamentais por regiões, os materiais consumidos por essas entidades, etc.

l) Mapear as demandas por serviços (qualificação profissional, gerenciamento, educação, saúde, etc) e cruzá-las com as células de serviço e assessoria que possam atendê-las.

m) Fornecer informações necessárias ao bom gerenciamento de empreendimentos e redes solidárias.

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