


                  CONCEITOS BSICOS E ESTRATGIA DE REDES

        




               Quadro de Investimento Inicial de Clula Laboral
             


                        Ŀ
                          Investimento Inicial  
                        
                                    
            Ŀ
                                                        
  Ŀ Ŀ Ŀ
   Investimento Fixo     Capital de Giro      Reserva Tcnica   
    
                                    
                        Ŀ
                                               
              Ŀ    Ŀ                    
                Matrias Primas        Custo Fixo     
                  



                               * * * * * *
 


                         Quadro de Custos Mensais
                

                                   
                        Ŀ
                              Custo Total       
                        
                                    
            Ŀ
                                                        
  ĿĿĿ
   Custo de Matrias-Primas  Custo Fixo  Custo de Comercializao 
  


                             * * * * * *




   Conceitos Bsicos
   



   1. Capacidade Mensal de Produo:
   

    a quantidade de produtos elaborados pela empresa durante um ms.




   2. Investimento Inicial:
   

    a quantidade de valor inicial necessria para monar-se o empreendi-
   mento. Trata-se da soma do investimento fixo, do capital de giro e de
   uma reserva tcnica para imprevistos.




   3. Investimento Fixo:
   

   Composto pela aquisio de mquinas, equipamentos, mveis, utenslios
   e instalaes necessrias.
    



   4. Depreciao:
   

   Refere-se ao desgaste por uso de todos os itens includos no investi-
   mento fixo.  Equipamentos eletrnicos e  veculos tm,  em  geral,  5
   anos de vida til, o que significa uma taxa de depreciao  anual  de
   20% e mensal 1,667%. Mquinas, equipamentos, mveis, utenslios e ou-
   tras ferramentas tm, em geral, 10 anos de vida til, o que significa
   uma taxa de depreciao anual de 10% e mensal 0,833%)




   5. Custo Fixo ou Despesas Fixas:
   

   So despesas que no dependem do volume de produo ou do  faturamen-
   to, tais como, aluguis (de imveis, telefones,  etc),  retirada  dos
   scios, salrios, depreciao de mveis e equipamentos,  despesas  de
   manuteno (gua, energia eltrica, materiais de limpeza, de escrit-
   rio e outros), honorrios de contador, etc.

       Nota:

               Sob a lgica do capitalismo, o valor pago  em  salrio  
               considerado custo varivel, uma vez  que  uma  parte  dos
               trabalhadores diretamente empregados na produo pode ser
               demitida,  reduzindo-se  assim  os  custos  em   perodos
               crticos, ao passo  que  novos  trabalhadores  podem  ser
               contratados se a produo o demandar,  variando  parcial-
               mente a quantidade de trabalhadores empregados e, portan-
               to, o montante total de salrios a eles pago em razo  de
               mudanas significativas no volume da produo. Contudo, o
               valor pago em retirada dos scios ou em salrios adminis-
               trativos  considerado como custo fixo, uma vez que a re-
               tirada mensal dos proprietrios do empreendimento   sem-
               pre mantida, mesmo em situaes de crise, e que o  traba-
               lho administrativo no pode ser dispensado, pois o nmero
               dos que trabalham nessas funes  sempre o mnimo poss-
               vel. Do ponto de vista das Redes de  Colaborao  Solid-
               ria, entretanto, deve-se considerar,  ao  analisar-se  os
               custos mensais, que a remunerao  dos  trabalhadores  em
               geral faz parte dos custos fixos, embora a  produo  por
               eles realizada possa variar conjunturalmente conforme  as
               demandas atendidas pela empresa integrada  Rede.




   6. Mo de Obra Direta:
   

   A equipe de trabalhadores diretamente ocupados na produo, na  pres-
   tao do servio ou na comercializao.




   7. Custo de Mo de Obra Direta:
   

   O que  pago aos trabalhadores em remunerao e o que  pago  em  en-
   cargos sociais (em geral de 80% do salrio que o trabalhador recebe).




   8. Retirada dos Scios:
   

   Remunerao recebida pelos scios da empresa em razo de seu trabalho
   e a parcela referente ao recolhimento de impostos devidos.




   9. Capital de Giro:
   

   Engloba gastos com matrias primas (materiais diretos incorporados no
   produto) e custo fixo.




   10. Reserva Tcnica:
   

   Trata-se de uma parcela que deve ser preservada para cobrir  despesas
   com eventuais problemas inesperados, imprevistos.  Em geral ela  com-
   porta de 5% a 10% do capital de giro. Aqui trabalhamos com a taxa  de 
   10%.



   11. Custos variveis diretos:
   

   Custos que se alteram conforme o aumento ou diminuio  da  atividade
   da empresa. Eles compem:

   a) para empresas industriais: matrias primas, materiais secundrios,
      energia, salrios, despesas gerais de fabricao;

   b) para empresas prestadoras de  servios:  materiais  utilizados  na
      execuo dos servios, salrios, fretes e outros;

   c) para empresas comerciais: custo de aquisio da mercadoria, rateio
      dos fretes, das despesas de viagem, dos seguros referentes s mer-
      cadorias e outros.




   12. Custos Variveis de Vendas ou Despesas de Comercializao:
   

   Para empresas de qualquer setor referem-se ao pagamento  de  impostos
   vinculados  comercializao, pagamentos de comisses por  vendas  ou
   por distribuio de produtos,  outros  gastos  do  gnero  e  perdas.
   (Tm-se, em geral, os seguintes impostos: ICMS 18,00%, Cofins 2,00%,
   Contribuio Social 0,96%, PIS 0,65%, IRPJ 1,20%)




   13. Custo Total
   

   Compem-se do custo de matrias primas, do custo fixo e do  custo  de
   comercializao.




   14. Custos de Aquisio por Unidade Produzida:
   

   Refere-se ao custo de cada um  dos  ingredientes  ou  matrias-primas
   incorporadas em cada unidade produzida




   15. Custos Fixos por Unidade Produzida:
   

   Refere-se  diviso do custo fixo mensal  pelas  unidades  produzidas
   no ms. Produtos diferentes participam diferentemente do custo fixo.




   16. Preo de Venda:
   

    o preo pelo qual cada unidade produzida ser vendida.
   Para defini-lo  preciso considerar o custo unitrio, despesas  fixas
   por unidade produzida, despesas de comercializao e o excedente  l-
   quido desejado. Chega-se a esse preo aplicando-se a seguinte  frmu-
   la: P = A+F / 1-(C+E), onde
   P = Preo de venda;
   A = custo de Aquisio por unidade produzida;
   F = custo Fixo por unidade;
   C = taxa do custo de Comercializao;
   E = taxa de Excedente que se deseja alcanar.




   17. Receita Operacional ou Faturamento:
   

   Trata-se do valor bruto das vendas do perodo.




   18. Excedente Lquido (Lucro Lquido):
   

    a diferena entre a receita operacional e o custo  total  que,  por
   sua vez, se compe do custo de matrias-primas, despesas de comercia-
   lizao e custos fixos. Sob a perspectiva de uma Rede de  Colaborao
   Solidria, o lucro  considerado um excedente a  ser  reinvestido  na
   expanso dela mesma e tambm na reduo da jornada  de  trabalho  dos
   seus participantes.




   19. Margem de contribuio:
   

    a diferena entre a receita operacional (faturamento) e  os  custos
   de matrias primas e comercializao. Seu valor  dado pela equao:
       M = R - (MP + C), onde:
       M  = Margem de contribuio
       R  = Receita Operacional
       MP = custo de Matrias Primas 
       C  = custo de Comercializao



   20. Ponto de Equilbrio:
   

   Situao em que uma empresa no apresenta lucro nem tampouco  preju-
   zo, isto , as despesas equivalem s receitas. Ele  atingido  quando
   a Receita Total  igual ao Custo Total. Quando isso ocorre a  empresa
   deixa de dar prejuzo, uma vez que seus custos e receitas se  equiva-
   lem. Trata-se, portanto, do faturamento mnimo a ser  alcanado  para
   que a empresa possa sobreviver com um excedente igual  a  zero.  Aps
   atingir o Ponto de Equilbrio, qualquer venda gerar lucros.  neces-
   srio saber qual  o ponto de equilbrio da empresa para  administrar
   satisfatoriamente a estrutura de custos e para determinar as metas de
   vendas, polticas de descontos, promoes, etc.
   O clculo para encontrar o ponto de equilbrio  o seguinte:
       P = D / (M/R), onde
       P = Ponto de equilbrio;
       D = Despesa fixa;
       M = Margem de contribuio e
       R = Receita operacional.




   21. Taxa de Retorno do Investimento:
   

    a relao existente entre o lucro lquido mensal e o  capital  ini-
   cialmente investido. A taxa de retorno do capital  investido    dada
   pela seguinte equao:
       R = E / I, onde
       R = taxa de Retorno;
       E = Excedente (ou lucro lquido) e
       I = Investimento inicial.




   22. Prazo de retorno do Investimento:
   

   Tempo em que ser recuperado o capital inicial investido no  empreen-
   dimento.  dado pela seguinte equao:
       T = I / E. Onde
       T = Tempo de retorno;
       E = Excedente (ou lucro lquido) e
       I = Investimento inicial.







                          ESTRATGIA 

      



                      A REVOLUO DAS REDES

           A Colaborao Solidria como Uma Alternativa
              Ps-Capitalista  Globalizao Atual.

                                  Euclides Andr Mance
                                  IFIL, dezembro, 1998
     

     Uma hiptese a ser investigada
     

     Apresentamos  neste  texto algumas  hipteses  que  vem
     sendo  investigadas por pesquisadores do  Instituto  de
     Filosofia   da   Libertao  sobre  a  viabilidade   da
     colaborao  solidria como estratgia para organizao
     de    uma   sociedade   ps-capitalista,   baseada   na
     implantao de redes que conectam unidades de  produo
     e   de   consumo,   em   um  movimento   recproco   de
     realimentao, permitindo a gerao de emprego e renda,
     o  fortalecimento  da economia e do poder  locais,  bem
     como,  uma  transformao cultural, com a afirmao  de
     uma  tica  e  de  uma viso de mundo  antagnicas  no
     apenas ao neoliberalismo mas ao prprio capitalismo. Se
     as hipteses em estudo - aqui  sinteticamente  apresen-
     tadas - forem consistentes,  ento    possvel  dar-se
     incio a redes  de colaborao solidria locais, regio-
     nais e mundial, construindo-se uma  vivel  alternativa
     ps-capitalista  globalizao  em   curso,  gerando-se
     emprego e distribuio de renda e promovendo-se o cres-
     cimento ecolgica e socialmente sustentvel.


     A Excluso do Consumo
     
     
     Conforme  dados  do  ltimo relatrio  do  Programa  de
     Desenvolvimento Humano da ONU intitulado Consumo para o
     Desenvolvimento Humano, enquanto os 20% mais  ricos  da
     populao mundial so responsveis por 86% do total  de
     gastos em consumo privado, os 20% mais pobres respondem
     apenas por 1,3%. Conforme o documento, "bem mais de  um
     bilho  de  pessoas esto privadas de  satisfazer  suas
     necessidades bsicas de consumo" (1) . Por outro  lado,
     as  358  pessoas  mais  ricas do  mundo,  j  em  1993,
     possuam ativos que superavam a soma da renda anual  de
     pases em que residiam 2,3 bilhes de pessoas, isto  ,
     45%  de toda a populao do mundo (2) . Considerando-se
     este   quadro,   pode-se  afirmar   que   o   movimento
     capitalista  de acmulo e reinvestimento  em  busca  do
     maior  volume de lucro est levando o sistema ao  pice
     de  concentrao.  Tal concentrao    gerenciada  por
     algumas  centenas de mega-conglomerados  transnacionais
     que  graas    automao, informtica e  biotecnologia
     dependem  cada vez menos de trabalho vivo para realizar
     o  processo produtivo, gerando um volume de lucro  cada
     vez maior para os que dominam maiores fatias do mercado
     e  barateando cada vez mais as mercadorias. A lgica da
     concentrao,  entretanto, faz com que  haja  cada  vez
     menos mercado consumidor para adquirir tais produtos  e
     que menos recurso seja distribudo na forma de salrio,
     tendo-se  uma  multido de excludos cujo potencial  de
     trabalho  j  no  mais  interessa  ao  capital.   Esta
     excluso  econmica  e social tem  levado  parcelas  da
     sociedade  civil a buscar alternativas que  atendam  as
     necessidades dos marginalizados, ensejando o surgimento
     de inmeras unidades produtivas comunitrias de pequeno
     porte. Alm de encontrar solues de gerao de emprego
     e  renda  que  satisfaam as demandas  de  consumo  dos
     excludos, trata-se, com efeito, de consolidar uma nova
     sociedade baseada na colaborao solidria, como  forma
     de  uma nova organizao econmica, poltica e cultural
     ps-capitalista,  cuja construo  pode  ser  iniciada,
     entretanto, desde j e em toda a parte, se as hipteses
     do presente estudo estiverem corretas.


     O Consumo Solidrio
     
     
     A  viabilidade  da produo econmica  solidria  e  da
     afirmao  prtica  desta  alternativa  ps-capitalista
     est   diretamente  vinculada    difuso  do   consumo
     solidrio. Podemos distinguir quatro tipos de  consumo:
     alienante,  compulsrio,  em  razo  do  bem  viver   e
     solidrio.   a)   O  consumo  alienante      praticado
     massivamente  na  atual sociedade capitalista  por  uma
     parcela   da   populao  que  busca  nas   mercadorias
     qualidades que lhes so vinculadas pelas publicidades e
     modismos.   Desejos,   anseios,  angstias,   medos   e
     necessidades so modelizados semioticamente de tal modo
     que o consumo de certos produtos de certas marcas passa
     a  ser considerado como a melhor opo para alcanar  a
     felicidade  e a realizao humana. b) Outra parcela  da
     sociedade,  entretanto, pratica o consumo  compulsrio.
     Trata-se   dos   pobres  e  excludos,   subempregados,
     desempregados que no dispem de recursos para consumir
     os  produtos  de  grife ou as marcas famosas  e  caras.
     Premidos pela necessidade, buscam maximizar o poder  de
     consumo  dos  poucos recursos que tm. Nos  casos  mais
     dramticos,  reviram  as  latas  de  lixo  nos  centros
     urbanos  em busca de restos de comida ou agasalhos  que
     satisfaam suas necessidades. Os trabalhadores  pobres,
     por sua vez, "esticam o salrio" buscando comprar o que
        essencial  e  mais  barato,  primando   mais   pela
     quantidade  de produtos adquiridos com a mesma  quantia
     de  dinheiro  do  que  pela sua qualidade  propriamente
     dita.  No estrato um pouco mais elevado, por sua parte,
     os  consumidores passam sempre a jogar com os critrios
     de  quantidade e qualidade considerando sempre a  mesma
     quantia de recursos que podem dispor para realizar suas
     compras.  Todos estes, entretanto, tm  como  ideal  de
     consumo  o  consumo alienante, e se pudessem comprariam
     os  produtos  identificados com  o  consumo  de  elite,
     buscando  destacar-se socialmente. c)  J  no  caso  do
     consumo  como mediao do bem viver, menos  importa  as
     aparncias e imaginrios produzidos pelas mdias do que
     a  satisfao das necessidades pessoais, a  preservao
     da sade e do bem estar pessoal e coletivo, bem como, o
     refinamento  dos prazeres possibilitados pelo  consumo,
     uma vez que as necessidades pessoais variam conforme  a
     singularidade  de cada um. As pessoas  que  praticam  o
     consumo  como  mediao do bem viver no  seguem  ondas
     consumistas, no se deixando levar pelas publicidades e
     seus  engodos. A prtica deste consumo requer, todavia,
     a  elaborao  de critrios avaliativos  a  partir  dos
     quais   selecionam-se   os   objetos   -   dentro   das
     possibilidades de consumo de cada um - tendo  em  vista
     contribuir  com  a singularizao de cada  pessoa  e  a
     preservao  dos  ecossistemas.  Este  consumo,  quando
     estamos  em  meio  a uma sociedade de  excludos,  pode
     converter-se   em   um   consumo   solidrio,   visando
     contribuir  socialmente com  o  bem  viver  de  toda  a
     coletividade.  d)  O consumo solidrio,  assim,  ocorre
     quando  a seleo do que consumimos  feita no  apenas
     considerando  o nosso bem viver pessoal, mas  tambm  o
     bem  viver  coletivo, uma vez que  no  consumo  que  a
     produo se completa, e que este tem impacto sobre todo
     o  ecossistema e sobre a sociedade em geral. Em  outras
     palavras, as escolhas de consumo influenciam  tanto  na
     gerao ou manuteno de postos produtivos em uma  dada
     sociedade   (quando  se  consome   os   produtos   nela
     elaborados), na preservao de ecossistemas (quando  se
     consome produtos de empresas que adotam a reciclagem de
     materiais,  o  combate    poluio,  etc),  enfim,  na
     promoo  do  bem  estar coletivo da populao  de  sua
     comunidade, de seu pas e do planeta. Por outra  parte,
     as  escolhas  de consumo tambm podem gerar  desemprego
     local,  colaborar  na destruio de ecossistemas  e  na
     extino  de  espcies vegetais e animais, na  produo
     cada vez maior de lixo no biodegradvel, no aumento da
     poluio  e na piora da qualidade de vida da  populao
     de  sua  comunidade, de seu pas e do planeta  como  um
     todo.


     As Redes de Colab. Solidria em sua Dimenso Econmica.
     

     Se    considerarmos   que   as   unidades    produtivas
     comunitrias  j  existentes  -  que  produzem  gneros
     alimentcios, peas de vesturio, produtos de higiene e
     limpeza, entre outros - podem crescer em razo de todos
     os   produtos  por  elas  elaborados  serem  consumidos
     solidariamente pelos que praticam o consumo voltado  ao
     bem  viver  ou  o consumo compulsrio, podemos,  ento,
     desenhar  -  sob  o  paradigma  da  complexidade  -   a
     organizao   econmica  de  uma  Rede  de  Colaborao
     Solidria,   conectando   tais   unidades   em   cadeia
     produtiva,  cuja  produo estaria  voltada  a  atender
     demandas  de  clulas de consumo solidrio,  gerando-se
     assim  emprego local e distribuindo renda sob um modelo
     ecologicamente   sustentvel   que,   em    razo    do
     reinvestimento    de   parte   do   excedente,    pode,
     progressivamente,  reduzir a  jornada  de  trabalho  de
     todos  e elevar igualmente o tempo livre e o padro  de
     consumo de cada pessoa.
     
     Os  elementos bsicos desta Rede so as a)  Clulas  de
     consumo (grupos de compras comunitrias, por ex.) e  de
     produo  (pequenas unidades produtivas cooperativadas,
     por  ex.), b) as Conexes entre elas e c) os Fluxos  de
     materiais,  de  informao  e  de  valor  que  circulam
     atravs  da rede. As propriedades bsicas da Rede  so:
     a)  Autopoiese - a qualidade que ela tem de reproduzir-
     se  a si mesma na medida em que  capaz de produzir  os
     bens   ou  valores  necessrios  para  satisfazer  suas
     prprias  demandas  e  um  excedente  que  lhe  permite
     expandir-se,  incorporando mais pessoas  e  aumentando,
     assim, a demanda produtiva. b) Intensividade - trata-se
     da  qualidade  de envolver o maior nmero  possvel  de
     pessoas tanto no consumo quanto na produo solidrias.
     c)  Extensividade  - trata-se da propriedade  de  gerar
     novas clulas de produo e de consumo em regies  cada
     vez  mais longnquas possibilitando chegar at elas  os
     fluxos  de  matrias, informao e valor necessrios  a
     promover  desenvolvimento  local  auto-sustentvel.  d)
     Diversidade  - refere-se a produzir a maior diversidade
     possvel  de bens visando satisfazer as necessidades  e
     desejos  de todos os consumidores solidrios,  buscando
     produzir  tudo  o  que eles ainda consumam  do  mercado
     capitalista em funo de seu bem viver ou como  insumos
     necessrios  ao processo produtivo. e) Integralidade  -
     significa  que  cada  clula,  atravs  da  rede,  est
     conectada a todas as outras clulas, sendo afetada pelo
     crescimento   das  demais  ou  por  seus  problemas   e
     dificuldades, apontando-se, assim, a necessidade de  um
     crescimento organicamente sustentvel da rede  como  um
     todo  em  razo  do  que  se  dimensiona  a  composio
     orgnica  da  cada  clula em  particular,  isto  ,  a
     incorporao  de  tecnologia  em  sua  relao  com   o
     trabalho vivo empregado. f) Realimentao - o  fato  de
     que uma clula demanda produtos e servios de outras, o
     que permite o crescimento sustentvel de todas, isto ,
     da  rede como um todo. Quanto maior o nmero de clulas
     com  maior  intensividade, maior  a  realimentao  da
     rede.  g)  Fluxo  de  Valor -  significa  que  o  valor
     econmico  produzido em cada etapa da cadeia  produtiva
     circula  pela rede, podendo nela se concentrar ou  dela
     evadir-se.  Isto , quando uma clula produtiva  compra
     insumos do mercado capitalista (uma fbrica de macarro
     compra ovos no mercado capitalista, por ex.), uma certa
     quantidade  de valor sai da rede realimentando  o  giro
     capitalista. Entretanto, se uma nova clula que produza
     aquele insumo for criada em conexo com as demais  (uma
     granja  que  supra  a demanda por ovos),  ento  aquele
     valor  (gasto,  neste  exemplo,  no  consumo  de  ovos)
     permanece  realimentando a produo de outra clula  da
     rede.  Por outro lado, se o que for produzido  na  rede
     for  consumido  por parcelas mais amplas  da  sociedade
     (vender  macarro e ovos para fora da rede,  por  ex.),
     ento  o volume de valor que resulta desse processo  se
     concentra  na  realimentao da rede.  O  excedente  de
     valor produzido pela rede pode ser utilizado para criar
     novas  unidades produtivas que satisfaam  as  demandas
     produtivas ou de consumo final dela mesma (uma  unidade
     que produza trigo para o macarro e rao para as aves,
     por  ex.,  ou novos produtos finais que a rede  consome
     mas  que  ainda no so produzidos por ela  mesma).  h)
     Fluxo  de  Informao  -  isto  significa  que  todo  o
     conhecimento gerado na rede est disponvel em qualquer
     clula. Assim, se por extensionalidade uma nova  clula
     for  criada  em  um local distante,  a  partir  dela  
     possvel  que  a  comunidade tenha  toda  a  informao
     necessria  para replicar qualquer uma das  clulas  j
     existentes,  possibilitando  realizar  a  intensividade
     ampliando  as possibilidades de emprego e renda  local,
     melhorando  o padro de consumo de todos os  envolvidos
     na  colaborao  solidria.  i)  Fluxo  de  Matrias  -
     significa que o que  produzido em uma clula pode  ser
     consumido  como insumo produtivo ou como produto  final
     por  outras clulas, de modo que uma realimenta  outra.
     Com  o  desenvolvimento da rede, a tendncia  que  ela
     chegue  a formar cadeias produtivas completas ou  semi-
     completas.  j)  Agregao - trata-se da propriedade  de
     redes locais se integrarem em redes regionais, de redes
     regionais  se integrarem em redes internacionais  e  de
     redes  internacionais se integrarem em uma rede mundial
     de  colaborao solidria. Cada agregao  fortalece  a
     rede  ampliando a diversidade de ofertas  de  produtos,
     aumentando  a  demanda  deles e totalizando  um  volume
     maior de excedente, que pode ser aplicado na criao de
     novas  clulas, ampliando a extensividade,  isto  ,  a
     capacidade de expanso da rede em razo do maior  fluxo
     de valor e especialmente de informao, com um banco de
     dados  muito  maior de clulas adaptveis  s  diversas
     realidade locais.


     A Gesto da Rede
     
     
     A  gesto da rede deve ser necessariamente democrtica,
     pois  a  rede depende da colaborao solidria,  o  que
     supe  a  adeso e participao livre de  cada  pessoa.
     Entre outros aspectos tm-se: a) Descentralizao,  uma
     vez que no h um ncleo central e que a partir de cada
     clula  novas  redes complexas podem se  construir;  b)
     Gesto   Participativa,   uma   vez   que   todos    os
     trabalhadores  e consumidores participam  nas  decises
     sobre  o surgimento de novas clulas, sobre o que  deve
     ser  produzido,  sobre o reinvestimento  do  excedente,
     etc;  c)  Coordenao,  eleita  democraticamente  pelas
     clulas  com mandato revogvel; d) Regionalizao,  com
     as  instncias  democrticas  organizando-se  desde  as
     clulas  de  consumo  at  s  instncias  regionais  e
     mundial.


     Tipos de Clulas
     
     
     A  rede  compe basicamente trs tipos de  clulas.  a)
     Clulas  de  Consumo  - grupos de consumidores  que  se
     organizam   em   sistemas   de  compras   comunitrias,
     comprando    mercadorias   direto   dos   fornecedores,
     suprimindo atravessadores e barateando o custo final de
     suas  compras. Estas clulas do preferncia ao consumo
     do  que    produzido  na rede,  comprando  no  mercado
     capitalista   somente  o  que   a   rede   no   produz
     satisfatoriamente ao bem viver dos consumidores.  Novas
     clulas  produtivas  so organizadas  para  atender  as
     demandas que a rede ainda no satisfaz. Outros tipos de
     clulas de consumo, distintas das compras comunitrias,
     podem ser organizadas. b) Clulas de Produo - tratam-
     se  de  unidades  produtivas, sejam  micro-empresas  de
     porte similar aos padres do SEBRAE, sejam unidades  de
     produo  domstica  e  artesanal,  cuja  qualidade  do
     produto  permita satisfazer o bem viver do  consumidor.
     Estas   clulas  geram  produtos  finais   ou   insumos
     produtivos.  Elas  tambm consomem Matrias  Produtivas
     (insumos que fazem parte do produto final), Matrias de
     Manuteno (outras matrias necessrias  manuteno da
     atividade  produtiva,  mas que no  compem  o  produto
     final)  e  Fora  de Trabalho, gerando,  pois,  emprego
     local.  c) Clulas de Servio - clulas prestadoras  de
     servio,  no sentido tercirio da expresso, que  podem
     ser,  de assessoria tcnica, administrativa e contbil,
     qualificao profissional e produtiva, etc. Aqui tambm
     se incluem todas as ONGs que atuam com educao popular
     e outros tipos de atividade de colaborao solidria.


     Fases no Surgimento de Novas Clulas
     
     
     Quando  algumas  clulas j se conectaram  em  rede,  o
     surgimento  democrtico  de  novas  clulas  passa  por
     algumas  fases:  a)  Projeo,  quando  a  proposta  de
     incorporar  uma  nova clula  feita  ao  conjunto  dos
     participantes  da rede. b) Avaliao - fase  em  que  o
     conjunto dos participantes analisa se o novo bem a  ser
     produzido    do  interesse da rede de  consumidores  e
     produtores,  se o custo produtivo, o preo  final  e  o
     volume  do  bem a ser efetivado so compatveis  com  a
     autopoiese da rede. Considerando a avaliao  coletiva,
     a  coordenao aprova ou rejeita a realizao  da  nova
     clula.  c)  Realizao - perodo em que a nova  clula
     aprovada  estar sendo efetivada at que seja  de  fato
     incorporada,  quando  efetivamente  passa  a   oferecer
     produtos  e  ampliar a demanda por consumo produtivo  e
     final.
     
     As  clulas  podem  surgir por  quatro  movimentos.  a)
     Gerao  espontnea - quando quaisquer pessoas  (alguns
     desempregados,   por   exemplo)  movidos   pela   livre
     iniciativa solidria propem o surgimento de  uma  nova
     clula que produza algum bem qualquer. b) Cadenciamento
     -  trata-se do surgimento de uma nova clula  que  visa
     produzir  um  insumo para uma outra clula,  permitindo
     que  o  fluxo de valor realimente o prprio crescimento
     da rede. c) Fisso - que ocorre quando uma clula passa
     a  produzir  insumos ou produtos finais  que  alimentam
     muitas  outras clulas, tornando-se necessrio  -  para
     uma   estratgia  segura  de  crescimento  da  rede   -
     fracionar  esta clula, isto , criar uma outra  clula
     similar preferencialmente mais prxima  regio  de  um
     conjunto de clulas consumidoras daquele produto. Deste
     modo  a  produo que era efetivada por uma determinada
     clula   agora efetuada por mais clulas. Caso  ocorra
     algo   inesperado   com  aquela   clula   que   estava
     hiperconectada - um incndio criminoso ou  a  cooptao
     capitalista  dos  trabalhadores  que  nela  atuam  -  a
     produo  de insumos e garantia de produtos finais  que
     realimentam  a  rede  podem  ser  supridas  elevando-se
     temporariamente a produo em outras clulas similares.
     d)  Reconverso de sistema - trata-se de  microempresas
     capitalistas  que no conseguindo competir  no  mercado
     capitalista (porque no dispem da melhor tecnologia) e
     no  tendo a vantagem de escoar toda a sua produo com
     o  consumo  final solidrio, acabam se  endividando  ou
     exigindo do proprietrio um sobretrabalho intenso  para
     manter  o seu negcio, levando-o a optar, por  fim,  em
     converter   sua   unidade  produtiva  ao   sistema   de
     colaborao solidria, abandonando a idia de  acumular
     lucro  privado,  preferindo  participar  do  bem  viver
     progressivo  que  a rede vai gerando aos  que  nela  se
     integram.  Na  fase final de expanso da rede,  grandes
     unidades produtivas tambm sero convertidas ao sistema
     de  colaborao solidria, contribuindo para reduzir  a
     jornada  de trabalho de toda a rede e ampliar  o  tempo
     livre para o bem viver.


     Dinmica das Clulas
     
     
     Cada  clula  possui  um Grau de Conectividade  com  as
     demais.   Clulas   hiperconectadas   necessitam    ser
     fracionadas, garantindo crescimento seguro    rede.  A
     Produo  realizada pelas clulas produtivas  pode  ser
     analisada considerando-se o valor de reposio, isto ,
     o valor que a clula necessita produzir para atender as
     demandas de sua prpria reposio como clula e o valor
     excedente,  isto  , o valor a mais (considerado  lucro
     sob  o  sistema capitalista) produzido por esta  clula
     que ser reinvestido na rede permitindo o surgimento de
     novas  clulas  por  cadenciamento, fisso  ou  gerao
     espontnea. Por fim, o Consumo  efetivado por todas as
     clulas. No caso das clulas de consumo elas realizam o
     consumo final, no caso das clulas produtivas o consumo
     de  insumos  ou  materiais de manuteno   considerado
     consumo  produtivo.  Toda  a  forma  de  consumo   pode
     realimentar  a rede como um todo quando as  clulas  de
     produo  e  servio  sejam  capazes  de  atender   tal
     demanda.


     Funes do sistema de informao e comunicao
     
     
     O  adequado  gerenciamento  da  informao    condio
     fundamental  para  que  a  rede  possa  realizar   suas
     funes.  O  sistema de informao e  comunicao  pode
     recorrer  desde  s  mediaes  mais  simples  -   como
     reunies    presenciais,   registros   manuscritos    e
     utilizao  de correios tradicionais - at as  medies
     mais geis como sistemas informatizados, valendo-se  da
     internet ou de outras redes de comunicao de dados.
     
     Este  sistema  de  gerenciamento  de  informaes  deve
     disponibilizar  os  seguintes dados e  possibilitar  as
     seguintes  aes: a) Diagnstico Real  da  Situao  da
     Rede:  demandas  por  insumos,  demandas  por  produtos
     finais,  visualizar cadenciamento das clulas, permitir
     a  avaliao  dos  produtos pelos  consumidores,  gerar
     listas    de   toda   a   produo   final,    detectar
     superproduo, o valor de reposio e o valor excedente
     produzido  por  qualquer  clula.  b)  Instrumentar   a
     Proposio  de Alteraes da Rede: fisso  de  clulas,
     gerao  por  cadenciamento,  etc.  c)  Adicionar  nova
     clula  projetada, com os seguintes dados, por exemplo:
     local  em  que  ser  efetuada,  quem  a  prope,  como
     retornar informaes ao proponente, qual o investimento
     inicial,  o  investimento fixo, o capital  de  giro,  a
     despesa fixa, quantos trabalhadores sero incorporados,
     quanto  ser  gasto com mo de obra, quantas  horas  de
     trabalho  sero  realizadas, tipo  de  trabalho  a  ser
     executado,  especificar o tipo e quantidade do  produto
     final a ser produzido, o potencial produtivo da unidade
     (quanto  poderia  produzir com capacidade  total  e  em
     casos  excepcionais  com  demanda  extra),  custo   por
     unidade  produzida, preo final por unidade,  valor  de
     reposio,   valor  excedente,  demandas  que   atende,
     insumos  que necessita (o que e quanto consome da  rede
     solidria,   o   que  e  quanto  consome   do   mercado
     capitalista).
     
     O sistema de gerenciamento de informaes deve permitir
     tambm  simular  o desempenho futuro possvel  da  rede
     considerando   o  impacto  que  seria  provocado   pela
     incorporao  de  clulas  projetadas,  se   a   regio
     comporta o cadenciamento de novas clulas, se a  clula
     projetada  deve se efetivar em outra regio,  bem  como
     simular o desempenho futuro real da rede considerando o
     que ocorrer quando as clulas aprovadas, mas ainda  em
     fase de realizao, forem efetivamente incorporadas.
     
     Este   sistema  possibilitar,  ainda,   o   fluxo   de
     informaes entre todas as clulas, de modo tal que  em
     qualquer  unidade  da  rede seja possvel  obter  dados
     sobre  cada  clula: sua produo, consumo de  insumos,
     avaliao  pblica  de seus bens e  servios,  aspectos
     pessoais   dos   membros  que  esto  envolvidos   como
     produtores e consumidores, bem como, o detalhamento  de
     toda  a  clula e do processo produtivo nela realizado,
     para  facilitar sua reproduo por qualquer outro grupo
     em qualquer outra regio.
     
     Alm disso, tal sistema de gerenciamento de informaes
     tambm   deve  permitir  que  os  mesmos  procedimentos
     assinalados  acima possam ocorrer por  regies.  Assim,
     torna-se possvel saber, para cada regio: que  insumos
     ali consumidos so produzidos por clulas incorporadas,
     ou  quais deles sero futuramente atendidos por clulas
     j   aprovadas,  bem  como,  que  insumos  das  clulas
     aprovadas  sero  futuramente  demanda  efetiva  quando
     estas  clulas  forem incorporadas e que  parte  destes
     ser atendida pelo mercado capitalista. Sobre  os  pro-
     dutos finais, destinados s clulas de  consumo,  pode-
     se saber o que  atendido pela rede solidria e que o 
     pelo  mercado  capitalista, quanto desta  demanda  ser
     atendida  por clulas aprovadas ainda no incorporadas,
     quanto aumentar - com a incorporao das novas clulas
     de   consumo  -  a  demanda  de  produo  das  clulas
     produtivas; quais so os produtos fabricados na regio,
     sua  quantidade e a demanda que atende na regio; quais
     as  demandas  na  regio, sua  quantidade  e  o  que  
     atendido pela rede solidria ali instalada; qual o grau
     de  saturao local de produtos e qual a sua demanda em
     outras  regies, permitindo-se analisar se o  que  est
     saturado  naquele local deve continuar a ser  produzido
     ali mesmo e distribudo para outras regies ou deve ser
     produzido  em outras regies, ampliando a extensividade
     e  intensividade  da  rede sem  provocar  desequilbrio
     local.
     
     Alm  disso, o gerenciamento de informaes possibilita
     visualizar  as  interconexes de cadeias produtivas  da
     rede, as clulas que possuem maior nmero de conexes e
     permite  propor  -  a partir de certos  critrios  -  a
     diviso  de  clulas hiperconectadas.  Com  relao  s
     clulas  de  servio  solidrio, tal  gerenciamento  de
     informaes permite mapear as clulas da Rede  Poltica
     de  Colaborao  Solidria, os  servios  de  ONGs  por
     regies, os insumos consumidos por essas entidades como
     clulas   de   consumo,   as  demandas   por   servios
     (qualificao  profissional,  gerenciamento,  educao,
     etc) e cruz-los com as clulas de servio e assessoria
     que possam atend-las.


     Concluso da Fase Inicial desta Pesquisa
     

     Na  fase  atual desta investigao estamos organizando,
     com  recursos  informticos, a simulao  de  uma  rede
     elementar  de  colaborao solidria que  visa  atender
     demandas  de  famlias  com  rendimento  de  at   trs
     salrios  mnimos, considerando-se os dados da Pesquisa
     de  Oramentos Familiares do IBGE e unidades produtivas
     conforme padres do SEBRAE e parmetros de experincias
     de  produo comunitria em funcionamento. A  simulao
     virtual  da  rede  -  com  um  programa  de  computador
     especificamente  criado  para  esse  fim  -   permitir
     avaliar  o comportamento peculiar da rede sob  diversas
     situaes  de  composio  orgnica  das  clulas,   de
     incorporao de clulas produtivas e de consumo, o  que
     ocorre  com  a  agregao  de  redes  diversas,  com  o
     desaparecimento sbito de uma clula, etc.  Pretende-se
     publicar, nos prximos meses, os resultados obtidos at
     agora com essa investigao.

     ______________________________________
     

     NOTAS


     1. Fonte: ONU. Human Development Report 1998 - Changing
        today's consumption patterns  for  tomorrow's  human
        development - "Overview"    http://www.undp.org/undp
        /hdro/e98over.htm
     

     2. "Os nmeros da ONU".  Folha de So Paulo, 16 jul 96,
        p. 1-8, So Paulo.
  

     Publicado Originalmente em : 

     CEPAT - Informa, Ano 4, N.46, p.10-19, dezembro de 1998
     Centro de Pesquisa e Apoio aos Trabalhadores, Curitiba,
     Paran, Brasil. (www.milenio.com.br/mance/rede.htm)



                      * * * * * * * * *
